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Mensagens

A Cusca Explica #1 - Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas?

Antes de mais, acho importante explicar de onde nasce esta rubrica... sabem, sou uma daquelas pessoas paranóicas que tem de encontrar justificação para tudo e assim sendo as pessoas tendem a perguntar-me de tudo um pouco e mesmo que não perguntem é mais forte do que eu: eu tenho de explicar.  Claro está que juntamente com esta minha mania das "ai isso é porque" também vem uma boa dose de imaginação fértil e tresloucada que dá origem a pérolas de conhecimento dignas de louvores. Aviso desde já que são explicações fictícias...melhor não usarem isto em exames de Sociologia, ´tá? Feitas as apresentações, vamos à pergunta do dia de hoje: Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas? Ora, nos tempos idos do Homo Erectus, nos primórdios da criação das pequenas comunidades sociais, as mulheres (fêmeas) eram responsáveis pela recolha de frutos e vegetais bem como pelo cuidar das crianças. Imagina-se, portanto, que andassem em conjunto em todas as situações, para apoio e segura...

Opiniões Opinativas

Vivemos numa sociedade que confunde o dar opiniões e o opinar. Dar opiniões: expressar concordância ou discordância sobre algo, apontar uma solução que apresente uma mais-valia para a pessoa a quem a opinião está a ser dada, recomendar algo positivo, referir a sua ideia sobre algo, quando solicitada, para fins comparativos, com argumentos válidos, revelar preocupação genuína. Opinar: de forma não solicitada, indicar em modo de força toda uma panóplia de "tens de fazer isto" e "comigo era assim e assado" e "faz" e "não faças" e outras tantas frases em forma de ordem como se a pessoa a quem a opinião está a ser dada sofresse de um défice emocional à escala do do PIB. Sou da opinião que a felicidade deve ser um objectivo, um caminho, e não uma obrigação. Acredito que ser-se feliz depende dos parâmetros de cada um relativamente ao que desejamos e ansiamos e o grau de esforço a que estamos dispostos para atingir o que queremos. Não acredito que sejam...

Medo, Desculpas e Queixas

Existem momentos na vida em que as mudanças se dão, em avalanche, como se não pudéssemos escolher o caminho a seguir pois estamos a cair pelas escadas aos trambolhões, sem corrimão que nos salve? Sim, existem. Mas temos mesmo de ser tão queixinhas sobre isso? Não, não temos. Nem sempre podemos escolher o que nos acontece, tantos que são os elementos com que temos de lidar, mas podemos escolher a nossa atitude : uma proactiva, de intervenção em direcção à melhoria; outra passiva, reclamante, à espera dos milagres que não acontecem. Agimos muito por Medo: de perder, de ficar, de fazer, de não fazer, de ser amados e de ser rejeitados. Agimos pouco sem Desculpas: de não saber, de não ter jeito, de não valer a pena, de não ser capaz. Agimos menos do que nos Queixamos: do que nos falta, do que temos a mais, do que queremos. Sinto que muitas pessoas se protegem na segurança da "coitadice", pela coragem que lhes falta de serem aquilo que merecem ser : Grandes . Eu própria já me esco...

Amanhã faz 31 anos que nasci.

Amanhã faz 31 anos que nasci. No entanto, hoje, enquanto ajudava um senhor de idade sábia na casa dourada dos seus 70 ou 80, percebi que o momento em que nasci já não volta, essa tábua rasa de experiências e traumas e felicidades, pelo que caminho, sim, e como todos nós, para esse momento que é o último. Dramatismos à parte, para os quais não sou dada, enquanto ajudava o senhor, caído no chão, branco que nem cal, e lhe agarrava na mão, magoavam-me os olhares desviados. Dei por mim a pensar, e se fosse eu? Jovem que sou? Parariam as pessoas? Que balanço faria eu da minha vida se estivesse ali estendida no chão e suja? E se ali me ficasse e não houvesse outro dia? Que remorsos teria? Mais do que fiz ou do que não fiz? E se soubesse que amanhã seria o meu último dia? O que mudaria? Que memórias quero criar para a minha vida? Como faço para atingir a plenitude? O que me falta e do que me posso libertar? De um momento para o outro eu era aquele senhor. Um futuro ao qual não podemos fugir, m...

Prince - The Beautiful One - RIP

Recebi agora a mensagem : o Prince morreu . Pelo que vejo nas noticias é tudo muito incerto...mas na evidência da sua morte, resta relembrá-lo como um artista igual a si mesmo e por isso mesmo único, como todos os verdadeiros artistas devem ser. Não importa a idade que tenhamos, nem o estilo de música que gostamos, a verdade é que Prince Rogers Nelson, pelo seu legado musical, será eterno. Uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos (não fosse eu tão adepta de homenagear a Mulher) é a The Most Beautiful Girl... no entanto, na minha adolescência, em que era a menina com pouca auto-estima, gordinha, com dentes feios, uma música sempre me acompanhou : The Beautiful Ones. Quem me conhece sabe que eu adoro cantar e cantar sempre foi uma das melhores maneiras de me libertar dos meus medos e das minhas dores... cantar esta música, na sua beleza, na sua sensualidade, elevava-me o espírito. Conheci esta música na voz da Mariah Carey e do Dru Hill (o Sisqo da Thong Song ). Por ela chegue...

Bounce Back

(Des)Ilusões

O maior desafio nas relações humanas parte da incapacidade das pessoas saberem e agirem em conformidade com o que querem. Querem tudo, não querem nada e mais do que isso, esperam que no meio da indecisão, haja sempre alguém igualmente indeciso que os acompanhe na sua incapacidade de querer e fazer. Para cada sonho, existe uma falta de vontade inerente para trabalhar e de sacrificar o necessário para construir uma estrutura sólida. Para cada desejo, existem desculpas que se inventam, prioridades que não se definem e tempo perdido em modo barata-tonta. O mundo gira como se fosse tudo eterno, tudo remediável, num processo de desculpabilização e alheamento das consequências das suas acções. Ninguém se importa com ninguém, porque ninguém se dá o bastante para se importar. Famílias não se constituem, antes, fragmentam-se porque os seus elementos são incapazes de criar prioridades válidas. Os país descarregam nos filhos as frustrações do que não foram, os filhos farão o mesmo aos seus. Os cas...